O fim das negociações do Orçamento de Estado 2011

Acabo de ler via Jornal de Negócios que as conversações chegaram ao fim.

Independentemente das versões, o que me entristece é a posição inflexivel.

Temos um Governo autoritário, bem ao estilo habitual, e que insiste em querer mandar sozinho, quando não têm maiorias.

O ministro das Finanças garantiu hoje que se não houve acordo com o PSD foi porque lhe foram apresentadas propostas que não garantiam a redução do défice para os 4,6% prometidos a Bruxelas para 2011. Acusou ainda os sociais-democratas de quererem “esconder” despesa no Orçamento do Estado para o próximo ano.

Aliás, sinceramente não percebo mesmo para que servem os restantes partidos, se apenas um têm a postura do quero posso e mando.

Por mim, e indo mais além da minha ideia que deveriam reduzir os deputados para os 180 minimos que a constituição permite, deveriam eram dispensar todos os restantes excepto o partido que governa…. não ia dar tudo ao mesmo?

Teixeira dos Santos acusou ainda o PSD de ter entrado nestas negociações “a contra-gosto”. “Não veio por vontade própria, mas porque não pôde ignorar a pressão que lhe foi imposta”, disse o ministro, referindo-se implicitamente a Cavaco Silva, que entretanto convocou o Conselho de Estado para esta sexta-feira.

Catroga queixou-se ainda de o ministro das Finanças ter faltadoao prometido e tê-lo deixado ontem “a secar” e “sem qualquer contacto”, após possivelmente ter falado com o primeiro-ministro.


“Até ontem, eu ainda achava possível um acordo”, mas “depois de estar aqui a secar quatro horas, tive um problema familiar e fui para casa. E hoje apresentou-me [Teixeira dos Santos] uma contra-proposta final, que não era passível de negociação”. E neste contexto “sou obrigado a chegar à conclusão que, perante esta posição inflexível do Governo, a minha função deixou de fazer sentido”, disse no Parlamento, encerrando um ciclo fracassado de cinco dias de negociações com a delegação do Governo.

Para mais, basta consultarem um qualquer jornal, ou mesmo online. Penso que informação não vos faltará por aí…. os próximos dias serão ricos nela, e imagino que encherão páginas de jornais.

O País, Hipers & Domingos

Não tenho postado muito, por falta de tempo, mas além do orçamento, de crise, de greves, misérias, da operação da minha gata, nada de bom têm acontecido.

Só mesmo a AutoEuropa aumentar os colaboradores em mais de 3%, e os hipers passarem a abrir aos Domingos. Claro que há opiniões e opiniões, e quem defenda que isso vai trazer efeitos maus para o comércio tradicional, e quem já denuncie pressões sobre os trabalhadores para fazerem Domingos e não poderem estar com a familia.

Adiante tudo isso, a verdade é que no Decathlon ao pé da minha casa reparei num cartaz enorme a dizer “Aberto ao Domingo até ás 23H”, e especialmente no aviso directamente ao consumidor….

Marketing eficaz hein? Directamente até nós…

Moving to IPv6

Andava aqui pelas leituras e encontrei este excelente artigo na ZDNet – Moving to IPV6 escrito por Steven J. Vaughan-Nichols.

Dá uma boa perspectiva do que aí vêm, e recomenda-se a sua leitura. Reproduzo alguns parágrafos que me parecem interessantes, contudo recomendo a leitura do artigo original:

“First, let’s get the basics out of the way. What are the differences between IPv6 and IPv4? IPv4, with its 32-bit addressing, has all of the 4.3 billion unique addresses. That sounds like a lot until you start considering that you might have an iPad in your brief-case, a computer in front of you, and a PC in front of you, all of which may have a unique Internet Protocol (IP) address. With IPv6’s 128 bits worth of possible addresses, that’s 2 to the 128th power, until our dogs and cats are also carrying around a baker’s dozen of Internet connected devices, we should be safe from running out of IPv6 addresses.

IPv6 addresses are made up of eight groups of four hexadecimal numbers. So, for example, 2010:1003:0000:0000:0000:0000:0433:56cf would be a legal, albeit eye-watering address. Luckily for network administrators, they’ll seldom, if ever, need to manually assign IPv6 addresses.

Another advantage of IPv6 addressing is that when you’re moving from place to place with your mobile device, you’ll no longer need to worry with getting a new Internet address at every stop. With Mobile IPv6, whether your smartphone or table is connected to the Internet with Wi-Fi or WiMAX, your device should retain the same address. If the wireless infrastructure around you is up to snuff, mobile IPv6 will let you seamlessly move from one form of wireless connectivity to another without losing your connection or needing to pick up a new IP address.

Yes, IPv4 has some multicast capabilities, but these are optional and not universally supported. With IPv6, multicast is part of the package. This will make transmitting video over the Internet, which is becoming ever more popular, a lot easier for video content providers.”


Nos comentários podem-se encontrar algumas preocupações, tais como a que todos que minimanente se interessam por estes temas me manifestaram quando falámos deste tema:  “I really don’t want every device on my network exposed to the world, (although I can imagine quite a few people and entities that would)

If I’m going to have IPv6 running on my private network, then I’m going to want an IPv6 router or proxy that allows me to determine what is allowed to talk to whom outside the private network. Sounds like more work; not less. What we will end up with is a situation like that which plagued wifi for years, where everything was shipped default “open”, and it was up to a technically sophisticated end user to secure it all. No thanks.

A solução passa por a existência de uma firewall na rede que controle o tráfego, tal como têm vindo a ser feito até agora. Qualquer router hoje em dia têm uma simples e poderosa firewall NAT ou uma SPI, e tal irá continuar a ocorrer no futuro de forma a garantir a segurança das redes. Convêm não serem tomadas posições extremas, e irreais para se defenderem coisas que não se compreendem bem. É esta a minha linha de pensamento. Já li por aí coisas como “e se continuássemos a usar endereços locais e fizéssemos routing do trafego?”. São afirmações como estas que deturpam todo o modelo e linha de pensamento que por detrás do sistema equacionado e que levou á criação do IPV6. Já basta o nunca mais ser feita a transição do IPV4 para IPV6 (que estará para breve dada a exaustão do IPV4), e todos os problemas que vão dar a interligação das redes IPV4 e IPV6 quanto mais ideias deste tipo.

10-10-10 10:10:10

Uma excelente capicua, e esta têm levado ao extremo os comentários por todas as redes sociais, blogs e whatever (insert social media here)…

Claro que os mais geeks já andam a desejar um feliz 42, dado 101010 em binário é o equivalente a 42 no sistema decimal. Mas pronto, esta é uma piadinha tão engraçada como aquela daquele ministro das minas que estava contente por anunciar que ao 33º dia de esforços para retirar os mineiros retidos a 600 metros numa mina, tinham finalmente conseguido lá chegar para salvar os 33 mineiros.

Ah… os números, o poder deles, e as brincadeiras que se podem fazer em torno deles!

Quanto a mim, não estava  a fazer nada de especial… alías estava mesmo a dormir, dado que tinhamos acordado pelas 7 para dar o antibiótico á gatita, e voltámos a dormir.

Assim, e para comemorar esta data especial, vou fazer o upgrade aos meus Ubuntu cá por casa!

Precisamente para comemorar a data, a Canonical decidiu fazer deste dia o lançamento do novo Ubuntu 10.10, o “Maverick Meerkat”.

Assim já sabem fica a dica. Se ainda não usam podem sempre experimentar, basta gravar para um CD e arrancar esse CD para experimentar sem mudar nada no vosso PC.

Se já se usa…. nada como um upgrade: sudo update-manager -d e escolher “Upgrade”. Foi o que fiz, e depois de instalar os milhares de pacotes deverá sair uma coisa nova e shiny.

Claro que quem nada quer perder nada como fazer um fresh install, mas já não tenho grande paciência para isso 🙂

Bom dia 10!