Estatísticas e os Sem-Abrigo

Artigo a não deixar de ler.

Uma visão diferente, num artigo do Público sobre uma realidade que tantos ignoram , e querem ignorar.

http://www.publico.pt/sociedade/noticia/semabrigo-escondidos-nas-ruas-e-nas-estatisticas-1574936?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+PublicoRSS+%28Publico.pt%29

Caricata é a definição do INE para o caso, e que leva a que sejam apenas contabilizados 696 sem-abrigo em Portugal.

O INE considera sem-abrigo “toda a pessoa que, no momento censitário, se encontra a viver na rua ou noutro espaço público como jardins, estações de metro, paragens de autocarro, pontes e viadutos, arcadas de edifícios entre outros, ou aquela que, apesar de pernoitar num centro de acolhimento nocturno (abrigo nocturno) é forçada a passar várias horas do dia num local público”.

De fora ficam “as pessoas a viverem em edifícios abandonados; as que, não tendo um alojamento que possa ser classificado de residência habitual, no momento censitário estavam presentes em alojamentos colectivos como hospitais, centros de acolhimento, casas abrigo”, as que estão a viver com amigos ou familiares por não terem casa e as que vivem em abrigos naturais, como grutas.

Tráfego Sites, Google Analytics, e comentários

Este pequeno blog já têm alguns anos. Nunca assumi que quisesse fazer disto uma referência, ou ganhar dinheiro com ele. É para mim um blog pessoal. Sempre o foi, e sempre será, no qual deixo alguns olhares mais atentos a algumas coisas, cábulas para memória futura, etc.

Independentemente disso, gosto de estatísticas, e por isso, como quase todos uso o Google Analytics. Ontem porque estive a mexer noutro projeto, decidi criar um novo código do analytics para o site, dado que  o tracker anterior está numa outra conta Google que raramente uso. Assim, ontem foi o dia 1 das estatísticas aqui no burgo, e hoje quando fui ver as estatísticas achei algumas coisas curiosas, que permitem avaliar padrões:

Das 76 visitas que aqui chegaram ontem (não são muitas… isto é pequeno!), 41 usavam Google Chrome, e 18 Firefox. O fosso do primeiro para o segundo lugar é enorme. Estará a adopção do Google Chrome tão enraizada assim já? (Uso Chrome)

Em seguida outra análise interessante: A grande generalidade das visitas é oriunda da rede PT, seguida por metade das visitas (quase) da ZON. Em terceiro lugar aparece novamente a PT, talvez uma outra subnet, não conheço o critério do google para tal. A destacar, dos conhecidos a NOVIS em 5º, uma “Aveiro Residential Customers” em 6ª posição – what’s this? – e ligações da Optimus. Merece referência ao 4º lugar ocupado pelas redes brasileiras.

Outro fator curioso que encontrei foi ainda a origem do tráfego:

A grande maioria continuam a ser pesquisas diretas em busca de alguma informaçao referenciada, provavelmente no Google.

Não deixam de ser uns números interessantes, e que julgo que de alguma forma possam ser usados para extrapolar uma realidade. Não me alongo em conclusões quanto a isso, dado que me parece que os números falam por mim, mas não deixam de ser interessantes.

Interessante não deixa de ser outra ainda análise possível de ser feita dos “Aparelhos”, e o campeão das visitas nesta área é mesmo o IPhone. Palavras para quê, os Androids não gostam de mim, e são muito fragmentados 🙂

 

Samsung Galaxy S recebe o Android Jelly Bean 4.2

Depois de vários meses a usar CyanogenMod 9 e 10, tendo ficado na versão 4.1.2 do Android, devido a uma questão com a duracção da bateria, decidi esta semana ir experimentar a ROM stock da Samsung.
Fiquei deveras agradado com a XWJW7 (acho que era esta) e com o value pack que a Samsung lhe meteu por dizer que não iria ter um dos telefones Android mais vendidos – direito ao upgrade.

Assim, experimentei a versão com ext4, sem ext4, e gostei. Após dois dias a famosa lentidão já se notava.
Achei o UI muito polido, as cores aparentam ser mais bem conseguidas do que no CyanogenMod, e gostei particularmente de voltar a poder usar o rádio FM, que constatei usar bateria em grande escala.

Após a experiência, e por ter decidido que a bateria não era afetada pela ROM stock (no primeiro dia chegou ao fim com 48%, mas no segundo dia com uso de WiFi e 3G lá voltei para uns 18%, e por aí, algo semelhante ao CM10) mas sim pelos hábitos de consumo, lá voltei a procurar o Cyanogen.

E supresa das surpresas, encontrei os testes com o 4.2 AOSP que o mantainer do Samsung Galaxy S, o developer pawitp anda a realizar, e que publicou no XDA no tópico [AOSP][ROM][4.2] JellyBean 4.2 PREVIEW (20121122)

E claro que lá foi instalado. E recomenda-se sim senhora. Até agora sem bugs. A experiência de utilização mudou mais uma vez. Os icones aparecem agora agrupados na barra superior, e até o próprio alarme foi reformulado.

Dado que estou habituado ao CyanogenMod faltam-me umas quantas coisas como personalização da dock, e outros tweaks, mas gosto. Até já traz o bug de Dezembro corrigido.

Fantástica esta comunidade. Graças a ela um telefone que oficialmente não passou da versão 2.3.6, recebe neste momento o Android 4.2. Dado não ser um CyanogenMod, possibilita assim a verificação da experiência de utilização AOSP que os proprietários dos Nexus da Google podem usufruir. Me Gusta!

Codebits 2012, e as minhas experiências do ImpCar, um carrinho remotamente comandado com EletricImp

E estamos praticamente na reta final do Codebits.

Este ano, após o ano passado termos participado com um projeto no concurso de programação, e termos sido seleccionados em doze de todos os projetos que terminaram a edição de 2011 para participar no Sapo Labs, tendo conseguido chegar ao final no grupo dos cinco que terminaram com o nosso Home Automation que se veio a chamar MyDomus, tinha já decidido que não faria uma questão fulcral fazer um projeto para concurso este ano. Já tinha assim decidido aproveitar mais as talks para aprender, do que própriamente estar agarrado ao PC a programar contra relógio – sim este ano não quero fazer uma direta ! 🙂

Assim elegi algumas talks para ver, e no principio da semana encontrei uma coisa que gostava de experimentar aqui, e por isso tratei de perguntar se o Filipe da InMotion a ia trazer para ver.

Não não se trata do Raspberry PI – esse já tive bastante oportunidade de experimentar, dado que é o cérebro do MyDomus desde que o tenho, mas sim o Electric Imp.

O Electric Imp é um pequeno dispositivo (32mm x 24mm x 2.1mm) com um formato semelhante a um cartão de memória que permite ligar dispositivos á internet ou outros sistemas. O imp contêm um pequeno processador Cortex-M3 dentro dele, e permite interligar sistemas ligando-se á Cloud da ElectricImp via standard 802.11b/g/n WiFi, com  WEP, WPA ou WPA2 tendo em si uma grande antena.

Grande performance, com um baixo consumo são anunciados para este equipamento, permitindo que se mantenha uma ligação segura ao serviço, executando o código definido no editor Online do Imp – o Planner – libertando o developer das tarefas de manutenção, upgrade e outras – apenas têm que alterar o código, e o imp quando se ligar á internet atualiza o código.

Através de uma breakout, ou um shield, permite ligar a seis pinos para uso de aplicações/hardware. UARTs, I2C, SPI, analog in and out, PWMs, GPIOs são os vários modos seleccionáveis via software para as portas.

Assim tinha uma ideia para este projeto: tentar construir um sistema que pudesse ser controlado em qualquer parte do mundo. Para isso decidi reaproveitar um velhinho carrinho telecomandado, e ligá-lo ao imp.

Após algumas pesquisas lá descobri então como o fazer,a  escolha acabou por cair no Arduino com um shield controlador de motores/servos. Ora com o dito shield para controlar motores emprestado na Quarta, e finalmente colocando as mãos no Imp na Quinta Feira de tarde, lá deitei as mãos á obra e consegui fazer alguma coisa, experimentando então o shield Imp da Sparkfun que a InMotion me vendeu, dado que tinha planeado usar inicialmente uma breakout mais simples.

Acabei por ontem após a saída do Codebits, quase ás duas manhã, conseguir colocar um led a piscar, e pelas três já conseguia controlar o led via API remotamente.

Hoje foi dia de investigar o funcionamento dos motores e servos, chegar á conclusão que o motor da direcção estava queimado, e o servo que me emprestaram não era passível de ser adaptado ao carro. No entanto, sem desistir, lá decidi que o objetivo passava quanto muito não fosse a fazer algo que andasse para trás e para a frente para provar que o conceito funcionava, e as latências das redes não afetavam o controle do carro, algo que o Filipe Valpereiro já me tinha altertado quando lhe expliquei o que pretendia fazer.

A verdade é que lá consegui fazer o que pretendia, e este “pet projet” lá surgiu, e as latências não afetam assim tanto a coisa, sendo possível controlar o carrinho remotamente:

Encontrei algumas dificuldades dado que para implementar a comunicação entre o Shield Imp e o arduino usei comunicação série com a library SoftwareSerial, e os pinos para o shield do Imp são estáticamente os 8 e 9. Ora o 8 é usado no Moto Shield da LadyAda, e o 9 é também usado caso seja utilizado um servo.

A única forma que encontrei de reverter isto (além de tentar alterar o pino 8 na library AFMotor do shield da Ladyada que não funcionou foi cortar uns jumpers no PCB do Impshield e soldar outros de forma a usar o pino 0 e 1 do Arduino para o TX/RX. Infelizmente ao ser implementada a comunicação via UART quando se programa o Arduino obtêm-se um erro, pelo que para se conseguir tar, ou se tira o shield fora, ou se arranja maneira de lhe cortarmos a alimentação. Optei por tirar o shield, programar o Arduino, e voltar a colocar o shield.

E assim foi a experiência. Em breve tentarei algo mais complexo, mas terei de analisar cuidadosamente se existem outros shields controladores mais eficazes em termos de utilização das portas do Arduino, ou eventualmente tentar construir um controlador do motor.

De resto têm sido uns dias agradáveis: temáticas interessantes, mais projetos de hardware por aí, e até talks sobre Windows tem aparecido, como a talk sobre o desenvolvimento de aplicações para a AppStore do Windows 8 que o Caio Proiete deu.

Hoje ao final da tarde foi o tipico dia em que os corajosos experimentavam os Nuclear Tacos, e eu dado que estava numa Talk, acabei por não ir.

Hoje ao final da noite foi altura do mediático e famoso Quiz Show, com perguntas que *não lembram a ninguém* e é mesmo preciso uma grande “bagagem” para lhes saber responder.

Para amanhã tenho programado um Workshop de como fazer gadgets com Arduino, que foi adiado de Quarta para hoje. Pelo meio fica ainda a minha experiência em que usei uma estação de soldar – a primeira que usei na vida – que me emprestam no stand do Altlab, o Lisbon’s Hackerspace de [DIT] Do It Together, muito gentilmente para soldar os conetores no shield.

É uma edição marcada por lançamentos de muitas API’s, services Sapo SDK, e especialmente pela oferta cloudpt.pt tão mediatizada ultimamente com a promessa de oferta de 16 GB a todos. É verdade! E nós, participantes do Codebits tivémos direito a uma oferta especial: 50 GB for life!

E para finalizar vêm as apresentações dos que chegarem ao fim do concurso de programação: best part! Ideias novas, e muita técnica e qualidade. Portugal têm bastante, não tenho dúvidas disso.

More to come nos próximos dias por aqui 🙂

Codebits VI – 15 a 17 Novembro 2012

Começa amanhã a sexta edição deste evento que ano após ano concentra num único local uma grande parte dos adeptos tecnológicos do nosso país e muitos outros que adoram os temas technology related.

O ano passado foram 800 pessoas em modo non stop, três dias!

Foi a primeira vez que participei no evento, e adorei é apenas o que posso dizer.

Tinha planeado participar de forma a assistir ás interessantíssimas talks propostas, mas dei por mim embrenhado num projeto que começou com uma pequena brincadeira com um Arduino. E foi aí que nasceu o Home Automation

Não ganhámos nenhum prémio, aliás, a nossa apresentação em 90 segundos até foi fraquinha…. porque estávamos demasiado cansados, tivemos pouco tempo para preparar a apresentação, e sinceramente, o tema não causa o efeito WOW na plateia que vota. Mas foi com agrado que o nosso projeto foi seleccionado para participar no Sapo Codebits Labs este ano. A ideia era acelerar projetos e transformá-los em soluções comerciais.

Posso dizer que nem tudo correu como queria, sendo a falta de tempo uma grande condicionante, mas foram uns meses interessantes. Aprendemos muitas coisas ao longo deste ano, e acábamos por fazer um sistema de Domótica.

Não sei qual será o futuro deste sistema, talvez nos próximos tempos saibamos o rumo da coisa, mas por agora é efetivamente o sistema que equipa a minha casa, que acabou por servir de piloto de desenvolvimento.

Para este tracei como meta assistir mais ás talks. A direta o ano passado pesou-me no corpinho já nada habituado a estas coisas, e isso levou-me a este objetivo.

No entanto coisa puxa coisa, como adepto de tecnologia que sou, já tenho algumas ideias em mente. Vejamos se sai dali alguma coisa. Tal como o ano passado, a ideia é explorar um pouco e brincar. Se sair algo que possa ser interessante e apresentado como mini projeto perfeito!

E não…. não vai ser nada com o Raspberry Pi, que parece ir dominar o evento este ano. Porque isso para mim já não têm o fator WOW, porque em raspberry PI já mexo desde Junho, e posso adiantar que está bem estável, não estivesse ele ligado 24/7 e fosse o cérebro do sistema de domótica.

E pronto… amanhã lá começa! Amanhã temos ainda programado o jantar do Aberto até de Madrugada, com direito a dormida por casa ainda.

De Sexta para Sábado veremos o que acontece no Pavilhão Atlântico… o ano passado foi direta, por isso o melhor é dizer “nunca digas nunca”. Certo é que está garantido que vai ser um evento espetacular!