Moto-Férias: Estrada Fora II F125cc – Dia 4, Beja > Avis

O dia começava cedo. O habitual despertar era induzido por alguns elementos mais madrugadores. A recepção do parque abria ás 8, pelo que apenas a essa hora poderíamos pagar a estadia. Contas feitas, a estadia ficou por 5,3€, o preço mais baixo da viagem. E lá fomos nós á aventura: primeiro um café para a viagem longa, e tudo fechado a essa hora, veio a primeira paragem.

Logo á saída de Beja a mota da Sara, uma Kinroad, deixou de andar. Ela bem acelerava, mas aquilo não andava. Provavelmente deve-se ter partido a correia, ou saltou, ou algo com a embraiagem. Após o stress inicial do tema, ainda tirámos uma fotozita ao grupo quando tudo já estava encaminhado.

A espera ainda se viria a revelar longa, pelo que tivémos oportunidade de tirar umas fotos e descobrir estes simpáticos que estavam muito perto de nós nos campos alentejanos.

Ao fim de cerca de uma hora lá se resolveu tudo com a mota da Sara, ia de reboque para Leiria, e a Sara continuou conosco, passando a ser a pendura do Balasteiro. A titulo de nota, sendo que graças a deus a minha experiência com reboques não é muita, parece que contráriamente ao passado, os veículos são agora armazenados em depósitos locais, e são recolhidos posteriormente por camiões que circulam pelo país para fazer estes transportes.

Mas voltanto á viagem, tudo resolvido lá voltámos nós á estrada. O dia ia ser quente, já o sabíamos, e a paragem para almoço não estava definida.

Em passagem rápida por Évora, a qual tive alguma pena de não ter visitado algumas coisas, consegui finalmente encontrar uma BP: três dias após o conselho da Honda para comprar um óleo da Castrol para completar o nível numa BP, finalmente encontrei uma. Percebi que efetivamente BP é coisa que não há no Alentejo quase. Galp, Repsol, Cepsa e outras marcas derivadas da Galp. Óleo 10W40 comprado para descargo de consciência, e caso o nível baixasse abaixo do minimo poder efetivamente fazer algo.

Passámos por Arraiolos, onde um pouco mais á frente páramos num simpático café. O ânimo do dono em conversa não era o melhor quando lhe perguntámos por um supermercado para comprarmos o almoço: “o Alentejo está todo a fechar” dizia.

Como curiosidade, gostei do horário deste café 🙂

Aproveitámos assim para a conselho deste proprietário, ir a uma loja na terra. Provavelmente não apanharíamos nada aberto ali perto, e em Avis também não havia garantia de ao Domingo o supermercado estar aberto.

O mini mercado serviu perfeitamente. Uma sandocha, e com água e uma lata de atum e bata frita estava o almoço tratado. Água sim, porque isso era o que se queria.

Curiosidade de tal como nas pequenas aldeias, e quem é de lá sabe o que falo, ao Domingo a padaria estava já fechada. A Sra. da loja foi bater á porta da Sra. da padaria, ela abriu e fomos lá comprar um pão para as sandes!

Escritos interessantes nas paredes de um café ali ao lado.


E lá fomos nós á nossa vida, ao caminho para irmos comer qualquer coisa. Estávamos a 20Km de Avis e a coisa seria rápida. Pelo caminho entrou-me um bicho para o capacete que ia aberto: paragem de emergência, remover o bicho, e pronto… siga. Não foi nenhuma abelha como aconteceu ao Balasteiro, que ganhou um belo inchaço, mas o medo de ser uma abelha é sempre o pior que nos pode acontecer.

Chegados ao parque de campismo da Albufeira do Maranhão em Avis, escolhido o sitio, uns decidiram montar a tenda, outros decidiram comer. Eu fui um dos que decidiram comer, e a sandocha daria a energia e vontade para a seguir montar a tenda.

Face a um cenário tão idílico proporcionado pela paisagem, decidi montar a tenda com a porta para a barragem. A vista era simplesmente fantástica:

Após tudo despachado decidimos ir visitar o café do parque, dado que alguns seres, como eu, adoram café. O calor convidava, e ainda estivémos um pouco dentro do café no fresco antes de pensarmos no próximo passo para a tarde. Após conversa com o proprietário, fiquei a saber de uma praia fluvial junto ás piscinas, pelo que contrariamente, ao outro dia, desta vez iriamos até á praia.

De praia não tinha muito, dado não ser própriamente um sitio com muita areia, e a cor verde da água confesso que ainda me fez pensar duas vezes antes de lá entrar.

Mas o calor convidava, lá arranjei um sitio numa lateral para colocar a toalha sobre a relva e fui á agua.

As motas de água faziam barulho, e deitavam um fumo que me deixou a pensar na sua legalidade. Mas adiante, o que menos queria nestas férias era ter que me chatear com este tipo de coisas.

Ficámos no espaço até por volta das 19, sendo que como tinhamos acordado que iriamos jantar no Café Restaurante do parque, que tinha uns simpáticos menus de 6€, e por não ter multibanco me obrigaram a uma visita a Avis para procurar uma caixa MB.

E após um banho de água doce lá fui a Avis. Fiquei com a ideia de ser uma terra pequena, o que viria a confirmar no dia seguinte. Tudo muito calmo, e lá encontrei um multibanco. Dinheiro levantado, voltei ao parque para irmos jantar.

Os menus no restaurante não eram nada de transcendente, e sinceramente pelo preço, confesso que não esperava muito mais. Escolhi um com dois hamburgers, e com direito a uma sopa, bebida e café. Antes do jantar, eu, o Alex, o Paulo e o Edgar tínhamos mandado vir uma cerveja, e decidimos pagar essa á parte, não invalidando assim a bebida do menu que tardava a chegar.

Para o jantar decidimos acompanhar as meninas, e mandámos vir um jarro de branco, que fresquinho estava uma delicia.


Como habitual nestas coisas, o convívio á mesa faz parte do menu, e até dá direito a foto com a moça do café que nos serviu tão simpáticamente.

E pronto as fotos da praxe típicas nestas ocasiões.

Por muito que se descreva a coisa só quem lá estava sabe como foi, e foi mesmo fantástico.



A boa disposição reinava, e este seria de facto o último dia. Amanhã seria de regresso e estava o passeio terminado.


Após o regresso ás tendas, ainda tivémos tempo para uma cartada final. Enquanto uns passeavam e andaram a experimentar redes e quedas (parece que há fotos destas peripécias) outros ficaram a jogar ás cartas. Houve ainda uma alma corajosa que decidiu fazer café, e outra que foi ao café comprar uma garrafa de água!

E a noite estava feita. A promessa de uma chuva de estrelas visível pelas 4 da manhã, não suficiente para manter ninguém acordado.

Para o dia seguinte estava prometido uma visita ao centro histórico de Aviz, oferta da Câmara Municipal, e uma visita a uma fundação local, após o que se pensaria em regressar.

E com isto presente, todos dormiram, sob as estrelas, o calor, e a vista da albufeira.

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