As redes Sociais e as suas “aplicações”

“Uma rede social é uma estrutura social composta por pessoas ou organizações, conectadas por um ou vários tipos de relações, que partilham valores e objetivos comuns. Uma das características fundamentais na definição das redes é a sua abertura e porosidade, possibilitando relacionamentos horizontais e não hierárquicos entre os participantes. “Redes não são, portanto, apenas uma outra forma de estrutura, mas quase uma não estrutura, no sentido de que parte de sua força está na habilidade de se fazer e desfazer rapidamente.” 

Esta é segundo a definição da Wikipédia,  uma rede social. Julgo que também ser do conhecimento de todos – há alguém que nos dias de hoje não conheça uma?

E este é o tema que me leva  a escrever por aqui hoje, coisa, cada vez mais rara pelos vistos.

Podemos considerar também um blog agregado num agregador ou planeta uma “espécie” de rede social.

E se nos blogs é normal colocarmos determinados conteúdos que nos identificam, e permitem de alguma forma dar a conhecer os seus autores ou pensamentos, nas redes sociais é prática comum, e faz parte do senso comum, que as informações nelas publicadas devem carecer de algum cuidado.

Note-se contudo que existem pessoas que não têm quaisquer problemas em colocar determinadas informações online, usando muitas até essas plataforms para a (auto)promoção, e outros que se deveriam resguardar mais um pouco por vezes abusam. Tais situações podem levar a roubos de entidade, stalking, assédios, ou simplesmente ter bastantes dissabores, levando a que aquilo que deveria ser um divertimento seja por vezes uma grande dor de cabeça.

Mas não é esse o tema que me leva a escrever acerca disto… disso já toda a gente sabe, ou se não sabe é porque não quer sabes, porque já foi amplamente abordado.

A quantidade de redes sociais existentes hoje em dia leva a uma fragmentação das pessoas pelas mesmas, consoante os seus gostos, e dado o número cada vez maior delas, á repetição de conteúdos pelas mesmas, bem como o conceito de amizade multiplamente repetido por n redes sociais.

Isto é assim cada vez mais, e quando nasce uma nova que é o hype do momento lá vamos nós novamente. Podemos ver isso na recente rede social da Google, depois dos seus fracassos do Google Wave, e do Buzz, que nunca teve muita aceitação na minha modesta opinião, surge agora o Google Plus, a rede social da Google – penso que o Orkut é o parente pobre e nunca vingou em grande, sendo apenas bastante popular no Brasil e India com 58% e 32% de utilizadores desses países respectivamente.

E como este aumentar de redes aumenta a fragmentação e a segmentação, criando até por vezes autênticos baús de informação privilegiada, e moribunda – Hi5 por exemplo?

E depois no meio de tudo isto vêm as inocentes aplicações que pululam pelas várias e me levam a escrever este post…

Quem têm uma conta no Facebook sabe bem o que falo… é constantemente recebermos assédios de “amigos” que nos enviam convites. Ora claro que não são eles que nos convidam… pelo menos a grande maioria.

No meio do processo de experimentação da nova aplicação é habitualmente pedido ao utilizador que autorize o acesso a  determinados dados, e determinadas características do seu perfil, e como é habitual, as pessoas simplesmente carregam no OK.

No meio de tudo isto, as simpáticas aplicações, em regra além de recolherem os nossos dados sabe-se lá com que fins, spamam habitualmente todos os nossos conhecidos com simpáticos convites.

E no meio de tudo isto é fácil se perder o controlo… e quantas vezes não damos por nós e temos aplicações a publicarem coisas nos nossos perfis, auto publicitando-se ou fazendo pior… enfim!

No meio disto criam-se gigantescas bases de dados para efeitos de publicidade/marketing/spam/whatever com um valor extaordinário, e o simples utilizador, que vai para o Facebook jogar, ou ver os amigos que cada vez vê menos na realidade, e mais virtualmente é apanhado na teia, muitas vezes de forma insconciente, e muitas vezes nunca disso têm consciência.

E com a abertura da API do Google+ muitas mais aplicações destas surgirão.  E com as próximas redes sociais que surgirão o efeito será amplificado. E muita informação ficará por aí, num estado de abandonware.

É preciso cuidado com os dados que colocamos, e especialmente com os previlégios que concedemos de acesso aos mesmos. Note-se que hoje cada vez mais é comum usar-se o Facebook / Google como mecanismo de autenticação, e com faltas de atenção e cuidado, rápidamente podemos dar acesso a terceiros de toda a nossa “vida” online.

Imagem: Reseau Sociaux, fonte Wikipédia 

 

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