Android… numa calculadora

Parece que alguém conseguiu meter o Android 1.6 …. numa calculadora!

Longe vão os tempos em que se consguiam colocar apenas joguinhos básicos, mas isto é toda uma nova experiência.

Nada de espantar, face à tecnologia que temos hoje. Temos relógios já com Android e ligados a tudo… mas muito impressionante

O modelo é uma Texas Instruments nSpire CX, que custa uns modestos 169€, mais que muitos Android hoje em dia, mas quase tanto como me custou a minha Casio 9850 em 2000. Impressionante a evolução dos preços ao longo dos anos.

A NSpire CX, apesar de não ser muito querida por alguns por não ser inspiradora (!) para programação usa um CPU ARM a 132MHZ, com 64 MB RAM e 100MB de ROM e o seu ecrã de 320×240 permitiu este pequeno feito 🙂

 

Google ChromeCast

Foi em 2013 que a Google lançou o Google ChromeCast. A visão era simples: tornar qualquer TV numa SmartTv. Um pequeno dispositivo que se liga na porta HDMI de uma televisão, e que permite a transmissão para o mesmo de conteúdos, a partir do Google Chrome ou outros dispositivos cujas aplicações que lá corram o suportem. E foi assim que começou, em Julho de 2013 a ser vendido nos US a um preço de 35$.  Em Outubro de 2013 ainda foi possível encomendar o Chromecast na Amazon, por lapso, o que rápidamente foi cancelado, deixando assim o dispositivo fora de Portugal.

Com a saída dos Nexus na Play Store em Portugal, surgiu assim algo que se esperava para acontecer: o ChromeCast ficou disponível na Europa, e no dia 19 podia-se ler que Portugal era um dos países oficialmente suportado, aceitando a Amazon.es encomendas para entrega a partir de 24 Março, e a Amazon.co.uk encomendas de imediato.

Pois bem, como queria um media player para uma das TV, e eram requisitos algo pequeno, discreto e que não fosse de setup complexo haviam duas hipóteses a ponderar: uma pen Android, sendo a TronSmart uma opção por 46€ mais eventualmente a lotaria da alfandega ou o ChromeCast que agora se afigurava como uma possibilidade.

E assim lá foi, decidi-me pelo ChromeCast. Não ficando pelos 35$, mas sim por uns 35€ (25€ + impostos), e alguns dias depois lá chegou, via MRW.

Dentro da caixa, além do Chromecast, um Cabo Usb para ligar ao ChromeCast, um extensor HDI, e um pequeno transformador com uma tomada formato UK. Não critico dado que planeava apenas ligar o dispositivo via USB á TV usando uma porta de serviço na mesma, que assumi que tivesse uma tensão tipica de USB (e estava correto!).

Basta ligar o dispositivo, seleccionar a entrada de Input correta e fazer o setup, com a app para Android, ou no PC. Como tinha dito acima será necessário alimentar o device via USB caso a porta HDMI não suporte a especificação 1.4+ MHL (o que não era o caso).

O Setup é discreto, e mesmo num sitio escuro apenas se vê por vezes uma luz branca mais intensa no arranque do dispositivo. Em termos de ligação, o chromecast parece inicialmente antes do setup emitir num SSID Chromecastxxxx ao que o smartphone se liga para fazer o setup do mesmo, ie, dar-lhe as definições da rede wifi onde se vai emparelhar o dispositivo de forma a todos os dispositivos estarem na mesma rede Wifi. Recomenda-se Wifi com norma N, segundo li, e penso que se percebe bem o porquê – fazer streaming de internet a 1080p para o ChromeCast usando um Android como uma bridge implica alguma largura de banda no Wifi, o que em G será algo relativo. Claro que reproduzir um conteúdo local será certamente menos puxado.

Em termos de setup, tive alguma dificuldade em o fazer com o meu router Thomson TG799 (operador MEO), tendo inicialmente desativo a “advanced security” do Upnp, e a coisa lá parece ter (semi)funcionado tendo o dispositivo sido colocado na rede wifi de casa. Noutra discussão que acompanhei numa mailing list, dizia-se que era necessário ativar o multicast na rede Wifi, que permite que os aparelhos em Wifi falem entre eles. Não sei se ajudaria ou não, mas també, o acabei por fazer, acabando também por reativar a enhanced security do UpnP que já têm tantas vulnerabilidades…

A partir daqui é relativamente simples. Basta escolher algo no YouTube e clickar no icon de “Cast” – segundo da direita – e o conteúdo passa a ser reproduzido na TV.

A escolha de conteúdos é muita, e depois disto, nada mais na TV será o mesmo. Uma dumb tv fica assim internet enabled, e conteúdos não faltam pelo Youtube, mesmo coisas que nunca pensei possíveis como um concerto da Pink com uma qualidade brutal!

Uma das minhas ideias iniciais era o uso do XBMC com o chromecast. Tal é possível usando uma app chamada Avia que mediante a compra de uma “in app purchase” liberta o poder para fazer o cast para o CC (ChromeCast) que por cerca de 2€ torna assim possível ver conteúdos do xmbc na TV.

Isto consegue-se substuindo o player default do Xbmc pelo Avia, e depois fazendo o cast. Infelizmente legendas são algo que o player faz localmente, e o Avia não sabe gerir. Assim a não ser que as legendas estejam já embebidas no vosso video, o mesmo chega ao Chromecast sem legendas.

Há algumas opções para contornar isto, sendo uma delas o uso de uma fantástica app chamada “LocalCast” que permite a adição de legendas em tempo real. Com alguns pequenos bugs, mas muitas possibilidades é de facto fantástica, e é gratuita, podendo por um pequeno donativo serem tirados anúncios (que ainda nunca vi).

E desta forma se constrói assim uma TV internet enabled, para visualização de conteúdos na cloud.

Muitos podem argumentar que a pen android seria melhor – podia ser certamente. Mas em termos de simplicidade e just Play n´Go a solução do Google parece-me bater o ter uma pen, com um SO completo a correr na mesma, e todas as questões daí inerentes.

Conteúdos como os do google movies, music, ou NetFlix (chegasse cá ele) ficam assim á distância de dois dedos.

 

Google Play Store agora com Filmes e Dispositivos em Portugal

Os mais atentos repararam certamente que nos últimos dias os filmes chegaram á Play Store, e fruto disso já é mesmo possível comprar ou alugar um filme na Play Store. Contudo além dos filmes, a venda de dispositivos parece ter sido também iniciada em Portugal.

Os rumores dizem ainda que hoje o Google iria lançar o ChromeCast em muitos mais países além dos US, mercado onde se vende exclusivamente. Esta manobra dos filmes parece antecipar esta nova abertura.

E sem dúvida a melhor noticia é a venda de equipamentos via Play Store. Finalmente é possível em Portugal comprar um Nexus 5 ou um Nexus 7, especialmente o 5 – sem recorrer a truques de forwarding ou afins.

Passa a ser assim possível a todos os interessados, por 349€ possuirem um fantástico Nexus 5! Um preço muito competitivo face ao equipamento e as carateristicas do mesmo, em Preto, Branco e Vermelho!

 

 

Tráfego Sites, Google Analytics, e comentários

Este pequeno blog já têm alguns anos. Nunca assumi que quisesse fazer disto uma referência, ou ganhar dinheiro com ele. É para mim um blog pessoal. Sempre o foi, e sempre será, no qual deixo alguns olhares mais atentos a algumas coisas, cábulas para memória futura, etc.

Independentemente disso, gosto de estatísticas, e por isso, como quase todos uso o Google Analytics. Ontem porque estive a mexer noutro projeto, decidi criar um novo código do analytics para o site, dado que  o tracker anterior está numa outra conta Google que raramente uso. Assim, ontem foi o dia 1 das estatísticas aqui no burgo, e hoje quando fui ver as estatísticas achei algumas coisas curiosas, que permitem avaliar padrões:

Das 76 visitas que aqui chegaram ontem (não são muitas… isto é pequeno!), 41 usavam Google Chrome, e 18 Firefox. O fosso do primeiro para o segundo lugar é enorme. Estará a adopção do Google Chrome tão enraizada assim já? (Uso Chrome)

Em seguida outra análise interessante: A grande generalidade das visitas é oriunda da rede PT, seguida por metade das visitas (quase) da ZON. Em terceiro lugar aparece novamente a PT, talvez uma outra subnet, não conheço o critério do google para tal. A destacar, dos conhecidos a NOVIS em 5º, uma “Aveiro Residential Customers” em 6ª posição – what’s this? – e ligações da Optimus. Merece referência ao 4º lugar ocupado pelas redes brasileiras.

Outro fator curioso que encontrei foi ainda a origem do tráfego:

A grande maioria continuam a ser pesquisas diretas em busca de alguma informaçao referenciada, provavelmente no Google.

Não deixam de ser uns números interessantes, e que julgo que de alguma forma possam ser usados para extrapolar uma realidade. Não me alongo em conclusões quanto a isso, dado que me parece que os números falam por mim, mas não deixam de ser interessantes.

Interessante não deixa de ser outra ainda análise possível de ser feita dos “Aparelhos”, e o campeão das visitas nesta área é mesmo o IPhone. Palavras para quê, os Androids não gostam de mim, e são muito fragmentados 🙂

 

Samsung Galaxy S recebe o Android Jelly Bean 4.2

Depois de vários meses a usar CyanogenMod 9 e 10, tendo ficado na versão 4.1.2 do Android, devido a uma questão com a duracção da bateria, decidi esta semana ir experimentar a ROM stock da Samsung.
Fiquei deveras agradado com a XWJW7 (acho que era esta) e com o value pack que a Samsung lhe meteu por dizer que não iria ter um dos telefones Android mais vendidos – direito ao upgrade.

Assim, experimentei a versão com ext4, sem ext4, e gostei. Após dois dias a famosa lentidão já se notava.
Achei o UI muito polido, as cores aparentam ser mais bem conseguidas do que no CyanogenMod, e gostei particularmente de voltar a poder usar o rádio FM, que constatei usar bateria em grande escala.

Após a experiência, e por ter decidido que a bateria não era afetada pela ROM stock (no primeiro dia chegou ao fim com 48%, mas no segundo dia com uso de WiFi e 3G lá voltei para uns 18%, e por aí, algo semelhante ao CM10) mas sim pelos hábitos de consumo, lá voltei a procurar o Cyanogen.

E supresa das surpresas, encontrei os testes com o 4.2 AOSP que o mantainer do Samsung Galaxy S, o developer pawitp anda a realizar, e que publicou no XDA no tópico [AOSP][ROM][4.2] JellyBean 4.2 PREVIEW (20121122)

E claro que lá foi instalado. E recomenda-se sim senhora. Até agora sem bugs. A experiência de utilização mudou mais uma vez. Os icones aparecem agora agrupados na barra superior, e até o próprio alarme foi reformulado.

Dado que estou habituado ao CyanogenMod faltam-me umas quantas coisas como personalização da dock, e outros tweaks, mas gosto. Até já traz o bug de Dezembro corrigido.

Fantástica esta comunidade. Graças a ela um telefone que oficialmente não passou da versão 2.3.6, recebe neste momento o Android 4.2. Dado não ser um CyanogenMod, possibilita assim a verificação da experiência de utilização AOSP que os proprietários dos Nexus da Google podem usufruir. Me Gusta!