Google ChromeCast

Foi em 2013 que a Google lançou o Google ChromeCast. A visão era simples: tornar qualquer TV numa SmartTv. Um pequeno dispositivo que se liga na porta HDMI de uma televisão, e que permite a transmissão para o mesmo de conteúdos, a partir do Google Chrome ou outros dispositivos cujas aplicações que lá corram o suportem. E foi assim que começou, em Julho de 2013 a ser vendido nos US a um preço de 35$.  Em Outubro de 2013 ainda foi possível encomendar o Chromecast na Amazon, por lapso, o que rápidamente foi cancelado, deixando assim o dispositivo fora de Portugal.

Com a saída dos Nexus na Play Store em Portugal, surgiu assim algo que se esperava para acontecer: o ChromeCast ficou disponível na Europa, e no dia 19 podia-se ler que Portugal era um dos países oficialmente suportado, aceitando a Amazon.es encomendas para entrega a partir de 24 Março, e a Amazon.co.uk encomendas de imediato.

Pois bem, como queria um media player para uma das TV, e eram requisitos algo pequeno, discreto e que não fosse de setup complexo haviam duas hipóteses a ponderar: uma pen Android, sendo a TronSmart uma opção por 46€ mais eventualmente a lotaria da alfandega ou o ChromeCast que agora se afigurava como uma possibilidade.

E assim lá foi, decidi-me pelo ChromeCast. Não ficando pelos 35$, mas sim por uns 35€ (25€ + impostos), e alguns dias depois lá chegou, via MRW.

Dentro da caixa, além do Chromecast, um Cabo Usb para ligar ao ChromeCast, um extensor HDI, e um pequeno transformador com uma tomada formato UK. Não critico dado que planeava apenas ligar o dispositivo via USB á TV usando uma porta de serviço na mesma, que assumi que tivesse uma tensão tipica de USB (e estava correto!).

Basta ligar o dispositivo, seleccionar a entrada de Input correta e fazer o setup, com a app para Android, ou no PC. Como tinha dito acima será necessário alimentar o device via USB caso a porta HDMI não suporte a especificação 1.4+ MHL (o que não era o caso).

O Setup é discreto, e mesmo num sitio escuro apenas se vê por vezes uma luz branca mais intensa no arranque do dispositivo. Em termos de ligação, o chromecast parece inicialmente antes do setup emitir num SSID Chromecastxxxx ao que o smartphone se liga para fazer o setup do mesmo, ie, dar-lhe as definições da rede wifi onde se vai emparelhar o dispositivo de forma a todos os dispositivos estarem na mesma rede Wifi. Recomenda-se Wifi com norma N, segundo li, e penso que se percebe bem o porquê – fazer streaming de internet a 1080p para o ChromeCast usando um Android como uma bridge implica alguma largura de banda no Wifi, o que em G será algo relativo. Claro que reproduzir um conteúdo local será certamente menos puxado.

Em termos de setup, tive alguma dificuldade em o fazer com o meu router Thomson TG799 (operador MEO), tendo inicialmente desativo a “advanced security” do Upnp, e a coisa lá parece ter (semi)funcionado tendo o dispositivo sido colocado na rede wifi de casa. Noutra discussão que acompanhei numa mailing list, dizia-se que era necessário ativar o multicast na rede Wifi, que permite que os aparelhos em Wifi falem entre eles. Não sei se ajudaria ou não, mas també, o acabei por fazer, acabando também por reativar a enhanced security do UpnP que já têm tantas vulnerabilidades…

A partir daqui é relativamente simples. Basta escolher algo no YouTube e clickar no icon de “Cast” – segundo da direita – e o conteúdo passa a ser reproduzido na TV.

A escolha de conteúdos é muita, e depois disto, nada mais na TV será o mesmo. Uma dumb tv fica assim internet enabled, e conteúdos não faltam pelo Youtube, mesmo coisas que nunca pensei possíveis como um concerto da Pink com uma qualidade brutal!

Uma das minhas ideias iniciais era o uso do XBMC com o chromecast. Tal é possível usando uma app chamada Avia que mediante a compra de uma “in app purchase” liberta o poder para fazer o cast para o CC (ChromeCast) que por cerca de 2€ torna assim possível ver conteúdos do xmbc na TV.

Isto consegue-se substuindo o player default do Xbmc pelo Avia, e depois fazendo o cast. Infelizmente legendas são algo que o player faz localmente, e o Avia não sabe gerir. Assim a não ser que as legendas estejam já embebidas no vosso video, o mesmo chega ao Chromecast sem legendas.

Há algumas opções para contornar isto, sendo uma delas o uso de uma fantástica app chamada “LocalCast” que permite a adição de legendas em tempo real. Com alguns pequenos bugs, mas muitas possibilidades é de facto fantástica, e é gratuita, podendo por um pequeno donativo serem tirados anúncios (que ainda nunca vi).

E desta forma se constrói assim uma TV internet enabled, para visualização de conteúdos na cloud.

Muitos podem argumentar que a pen android seria melhor – podia ser certamente. Mas em termos de simplicidade e just Play n´Go a solução do Google parece-me bater o ter uma pen, com um SO completo a correr na mesma, e todas as questões daí inerentes.

Conteúdos como os do google movies, music, ou NetFlix (chegasse cá ele) ficam assim á distância de dois dedos.

 

Meo Online Beta

A PT divulgou hoje o novo serviço MEO Online, ainda em Beta. É um novo serviço que irá permitir alugar e visualizar conteúdos do Meo Videoclube, assim como ver canais de televisão num computador dotado de serviço de Banda Larga.

É um serviço inovador, sendo o primeiro serviço de televisão online em Portugal, gratuito durante a sua fase beta.

No site do MEO está disponível um formulário de registo a partir do qual serão seleccionados 100 beta testers para o serviço.

Não é necessário ser cliente MEO para se registar.

São condições para participação na experiência Beta do MEO Online que o Utilizador tenha um acesso à Internet com largura de banda mínima de 1 Mbps, disponha de um computador pessoal com os seguintes requisitos mínimos: sistema operativo – Windows XP/Vista ou Macintosh10.x, Browsers suportados – IE6, IE7, IE8, Firefox e Safari, Processador Pentium ou equivalente/similar, memória: 128MB, software Silverlight.

E este Silverlight nas “especificações” deve dizer concerteza que este sistema vai tirar partido das maravilhas do Silverlight para trazer vídeo até aos nossos desktops/laptops em breve.

PT – Gente Com Fibra

Sempre me considerei, e fiz parte da gente com fibra, mas agora esta frase ainda faz mais sentido.

Benvindos ao futuro: agora somos mesmo gente com fibra cá em casa, mesmo mesmo !

E antes que digam para quê tanta coisa, só vos digo que é bom ! É bom passar de um ADSL de 8Mbps para 100Mbps, ter canais HD e TV em toda a casa ! Tudo o resto é passado e nada será certamente como dantes. Fazer download de uma iso de um DVD é quase como ir ali beber um café ! 🙂

speedqos

ITED & ATI & Wired

Finalmente… este é o primeiro post que escrevo do meu desktop, agora já wired !

Com a casa nova veio uma instalação telefónica de acordo com o projecto ITED que é como que diz, rede em toda a casa, com uma tomada RJ45 em cada divisão.

Claro que é aqui que tudo começa: na minha opinião que faz estas coisas não as pensa para redes de dados, e pronto – deviam ter mais tomadas RJ45 por sala, mas para poupar nos custos, e necessidades não necessárias á maioria dos mortais….. ficam assim, que é como quem diz manetas, pelo menos para quem têm dados e voz em casa, que é como quem diz, um geek “destas coisas das informáticas e dos computadores”.

Dado que tenho MEO, a opção era colocar o router junto á MeoBox, que está junto á TV na sala ocupando assim o ramal quadro ATI <-> Sala.

Ora a solução foi, para mim “martelar” aqui um pouco a instalação, sem passar cabos ou outras coisas estranhas: Pegar num alicate de cravar fichas, uns quantos metros de cabo UTP para fazer uns cabitos, umas fichas RJ45 e RJ11 e mãos á obra.

– Sinal POTS entra no quadro ATI vindo da rua, e é injectado nos condutores 4 e 5 e transportado até ao router do MEO, usando uma espécie de Y no ATI: numa extremidade está uma RJ11 (que liga aos condutores 4 e 5 da tomada RJ45 que liga á sala), e na outra extremidade está uma ficha RJ45 como a abaixo que aproveita os restantes pares para receber o sinal ethernet do router da dala e entregar a outra divisão da casa.

– Conforme era de esperar, o retorno do sinal a 100 Mbps é feito nos restantes condutores do cabo UTP (em 100Base-TX dois pares não são usados).

– No ATI esse retorno é apanhado e ligada a extremidade RJ45 ao ramal que vai para o Desktop.

RJ45

rj45wiring

No meio de tudo isto ainda sobre um par dentro dos cabos UTP… 🙂

Claro que usar Gigabit Ethernet cá em casa para já está fora de questão, mas também não se justifica mesmo. No futuro quem sabe.

Em breve e talvez já com a fibra talvez o cenário mude, mas julgo que aí necessito mesmo de passar mais um cabito pelas tubagens.

Para já fica assim…. vamos lá ver que tal se dá esta mistura dados/telefone num mesmo cabo UTP e se não causam interferências uns nos outros.

Para recordar: O Benfica vs Nápoles no Sapo

andava eu aqui entretido com o OpenId e o Sapo até que bati neste texto no blog do Celso Martinho já algo antigo, mas que não deixa de ser deveras interessante.

dnsapopt_20081004_cartoons_bandeira

[Imagem DN – Cartoon de 4-10-2008]

Referente ao Benfica vs Nápoles,  estive a ler, dado que até ao momento desconhecia a magnitude de toda a infra-estrutura que tinha sido preparada para esta transmissão, e após tal podemos constatar todas as maravilhas técnicas feitas pelas equipas da PT para levar pela Internet fora este jogo até todos:

Algumas estatisticas que podem ser vistas em detalhe visitando o blog:

“- 16 servidores com 3Gb/s de capacidade e mais de 4500 streams em alta qualidade e H.264, cada um.

– Infra-estrutura de rede local capaz de debitar 40Gb/s.

– Ultrapassámos os 60.000 streams em simultâneo na segunda parte do jogo (não ultrapassamos antes porque fomos conservadores e fomos abrindo a torneira ao longo do tempo). Usámos Flash9 com H.264 e streaming em rtmp.
– Mais de 270.000 pessoas tentaram ver o jogo.”
Um post interessante a ler, onde o Celso conta algumas curiosidades, e resultados, decorrentes da transmissão do jogo do Glorioso, que podem desde já servir para tecerem algumas opiniões próprias acerca da “internet” em Portugal, agora que cada vez mais se fala na fibra…. dado que a bolha está prestes a rebentar. Vejamos como será o próximo ano.