Impostos 2018

Na entrega do IRS de 2018 encontrei este gráfico. Achei interessante, e aqui fica para repositório de informação, indicando onde são gastos aplicados os nossos impostos.


Os valores apresentados correspondem à média da despesa por funções da Administração Central dos três últimos anos disponíveis (2015-17). Não é considerado no total da despesa a parte contributiva da Caixa Geral de Aposentações. A função de Proteção Social inclui a despesa não contributiva da Segurança Social (Subsistema de Solidariedade, Proteção Familiar e Ação Social). Fontes: Instituto Nacional de Estatística, Despesa da Adm. Central por função (COFOG) e Conta da Segurança Social de 2015 a 2017.

Mais um rato

Tinha prometido a mim próprio que desde o último, seria mesmo o último rato que compraria da Microsoft: caros, e este último com uma qualidade duvidosa, e que nem suporte consegui para o mesmo face aos problemas que encontrei. Nem por telefone, nem pelas páginas, nem pelo Facebook dos mesmos, não consegui arranjar um único sitio para me queixar do referido, e após várias transferências entre linhas, a paciência acabou.

O rato destinava-se a utilização diária profissional, e era um Microsoft Mouse 4000 (que substituiu algo que comprei antes da HP e não funcionava).

Não era o primeiro que comprava da Microsoft, mas fiquei particularmente desiludido com ele: por um preço que rondou os 40 euros, passado nem quase seis meses a borracha da scroll wheel começou a esfarelar-se toda, tendo encravado o mecanismo.

Após alguma pesquisa, percebi via comentários da Amazon, que era uma situação comum: a solução que muitos encontraram foi simplesmente remover toda a borracha, ficando apenas a roda em plástico, mais baixa, mas funcional.  Posteriormente ainda antes dos dois anos de término da garantia foi as borrachas de lado – já tinham um aspeto gasto do uso diário, mas começaram a descolar do plástico dando um “touch” muito miserável. Mas o rato lá foi sobrevivendo e cumprindo a sua função nestes pouco mais de dois anos diáriamente. No outro dia um pequeno acidente fez o laptop cair, tendo o seu sensor servido de amortecedor à queda na alcatifa….. e lá terminou a sua vida – o sensor ficou rachado ao meio, e como é wireless nunca mais funcionou.

Não é de facto o meu primeiro: já antes para esta função tinha comprado um Microsoft Mouse 3400, bonito e funcional, que no entanto para o uso diário me veio a mostrar ser desconfortável, dado que era demasiado pequeno.

Efetivamente veio a revelar-se um bom companheiro para o meu Surface Pro 3, que ainda hoje me acompanha em casa. Dotado de uma mobilidade extrema é perfeito para estas funções – o Surface Mouse ainda esteve equacionado, mas nunca o comprei, e o 3400 mostrou-se adequado à tarefa.

Tive ainda outros produtos, sendo os que mais me recordo são um outro caricato objeto – um combo Wireless Desktop 700 que tinha um layout de teclado particularmente curioso, e um também um Lumia 640, que ainda hoje funciona e guarda em si a última versão do Windows Phone entretanto abandonado, e ainda alguns devices com Windows CE – sim porque antes de Androids e iPhones já haviam smartphones.

Assim, hoje dado que o Mouse 4000 entregou a alma ao criador, equacionei a sua subsituição: andava tentado com o um Logitech MX Anywhere 2s, mas deixei passar a promoção da Amazon, e fora dela estão estupidamente caros.

Assim hoje ali na Fnac apanhei um outro objeto curioso: o Microsoft Sculptur Confort Mouse, em versão Bluetooth que me agradou ao toque (sou demasiado picuinhas com teclados e ratos – não estou já tão esquisito – dantes comprava montes de teclados e ratos porque nao me adaptava ao sitio de uma tecla, ou não gostava do toque), e assim lá adquiri este….

Com umas boas reviews na Amazon, um preço aceitável para um rato bluetooth no comércio de retalho local, materiais agradáveis fizeram-me escolher este, e assim me liberta uma porta usb do portátil.

Claro que não é recarregável, nem aparentemente suporta vários perfis de computadores emparelhados, mas parece um bom dispositivo.

Vamos ver se não me arrependo, e volto a achar que os periféricos da Microsoft são de facto bem desenhados e duráveis.

Adeus Maria Francisca

Foi a 14 de Setembro de 2011 que me aventurei nestas coisas das motas. Com 32 anos, e fruto de um conjunto de considerações tomadas na altura decidi comprar uma moto, que foi durante alguns anos o meu meio de transporte diário.

Desde sempre quis ter uma mota, mas os meus pais, especialmente a minha mãe sempre foram contra – esteve um dia quase a proporcionar-se uma cinquenta pelos 16 anos penso, mas acabou por não acontecer.

Foi com alguma delicadeza que abordei o tema com os meus pais aos 32 anos, e nem a minha mãe, nem a minha avozinha gostaram ou aprovaram a ideia, mas já estava tomada a decisão e a respetiva comprada.

Assim a 14 de Setembro de 2011 surgiu a Maria Francisca, uma Honda CBF125, que me ensinou muito.

Nela andei muito, nela aprendi muito, muito passeio fiz, foi a minha amiga de “commute” durante uns anos, muitos amigos e conhecidos fiz, nela caí duas vezes, e até que fruto de algumas mudanças e com o pequeno M a caminho deixei de andar nela tendo estado bem mais parada nos últimos três/quatro anos.

Assim, mais uma vez fruto de outras ponderações, decidi evoluir, numa decisão que nada levava a tal pensar – ate lhe tinha trocado os pneus em Agosto.

Após uma proposta de retoma bastante baixinhas, muitas propostas via OLX e Facebook, já quando estava um pouco cansado de muitas perguntas ou propostas ridículas durante toda a semana decidi entregar a moto à Honda como retoma e aí vou eu ao concessionário. E daí, como diz o ditado que tudo acontece na vida por uma razão, não foi possível concretizar o negócio.

E quando venho para casa a pensar no balde de água fria que tinha acontecido naquele momento, lembro-me de pensar precisamente nisso e que teria alguma piada vender a mota no fim do sucedido.

E lá toca o telefone, num contacto que fugia do Standart das mensagens do costume e lá combinámos mais uma mostra da mota para o outro dia, comigo francamente desanimado e sem grande paciência depois de uma proposta de compra de alguém que viria do Porto nesse sábado e acabou por desistir, e de outra pessoa que veio ver e ao qual como vendedor honesto após experimentar a mota fui obrigado a dizer que não era o que procurava e indiquei para poupar o dinheiro para comprar algo de maior cilindrada.

O Domingo chegou, e com ele o contacto de Sábado chegou, em família que vieram ver a Maria Francisca.

Vieram, gostaram, simpáticos, e talvez o único interessado que não começou logo a perguntar quanto é que lhe fazia no mínimo estava interessado e fechámos negócio. Tão atípico, que foi mesmo o que não tinha falado sequer no preço comigo ao telefone, algo que descobri quando lhe comuniquei o que pretendia vs o que estava no anúncio.

E assim lá combinámos a transferência de propriedade na quarta-feira e lá foi ela depois de consumado o dito ato.

E venha a próxima… Até sempre minha M.F. – é com tristeza que chego às garagem e não te vejo hoje em dia.

Ai Santarém Santarém

Estava hoje a relembrar um dos meus motivos para as minhas habituais visitas a Santarém com uma amiga de infância, e de conversa para conversa, em pesquisas pela Clínica Dr. Ruy Puga acabei por ir parar a este blog, do qual retiro este pequeno excerto:

“Ai Santarém, Santarém! Abandonaram-te, mataram-te, e agora cospem-te no cadáver.
Santarém, Santarém, levanta a tua cabeça coroada de torres e de mosteiros, de palácios e de templos!
Mira-te no Tejo, princesa das nossas vilas, e verás como eras bela e grande, rica e poderosa entre todas as terras portuguesas.” (Almeida Garrett, Viagens na Minha Terra, cap.XXXVI).

E se bem que a clinica Dr. Ruy Puga se modernizou e tem hoje um local diferente do local onde tantas tardes e noites passei

Já o novo espaço apresenta-se muito diferente, e renovado

Infelizmente nem tudo é assim. Numa visita a pé pela cidade dado que teria que aguardar algum tempo até poder conduzir rápidamente passei por sitios de outrora que ou abandonados estão, ou ainda permanecem fiéis às suas origens. Não obstante, o abandono de alguns dos locais leva-se a dizer – Ai Santarém, Santarém! Abandonaram-te…

O Correio do Ribatejo dispensa apresentações 

A Arabot que tantas boas recordações me deu ainda existe !

O antigo centro comercial não é mais que um fantasma com apenas a loja exterior aberta….

As antigas instalações dos bombeiros em pleno centro dão um ar de abandono e desalento à cidade….

Infelizmente nem o Hotel Central escapou e encontra-se para venda.