Adeus Maria Francisca

Foi a 14 de Setembro de 2011 que me aventurei nestas coisas das motas. Com 32 anos, e fruto de um conjunto de considerações tomadas na altura decidi comprar uma moto, que foi durante alguns anos o meu meio de transporte diário.

Desde sempre quis ter uma mota, mas os meus pais, especialmente a minha mãe sempre foram contra – esteve um dia quase a proporcionar-se uma cinquenta pelos 16 anos penso, mas acabou por não acontecer.

Foi com alguma delicadeza que abordei o tema com os meus pais aos 32 anos, e nem a minha mãe, nem a minha avozinha gostaram ou aprovaram a ideia, mas já estava tomada a decisão e a respetiva comprada.

Assim a 14 de Setembro de 2011 surgiu a Maria Francisca, uma Honda CBF125, que me ensinou muito.

Nela andei muito, nela aprendi muito, muito passeio fiz, foi a minha amiga de “commute” durante uns anos, muitos amigos e conhecidos fiz, nela caí duas vezes, e até que fruto de algumas mudanças e com o pequeno M a caminho deixei de andar nela tendo estado bem mais parada nos últimos três/quatro anos.

Assim, mais uma vez fruto de outras ponderações, decidi evoluir, numa decisão que nada levava a tal pensar – ate lhe tinha trocado os pneus em Agosto.

Após uma proposta de retoma bastante baixinhas, muitas propostas via OLX e Facebook, já quando estava um pouco cansado de muitas perguntas ou propostas ridículas durante toda a semana decidi entregar a moto à Honda como retoma e aí vou eu ao concessionário. E daí, como diz o ditado que tudo acontece na vida por uma razão, não foi possível concretizar o negócio.

E quando venho para casa a pensar no balde de água fria que tinha acontecido naquele momento, lembro-me de pensar precisamente nisso e que teria alguma piada vender a mota no fim do sucedido.

E lá toca o telefone, num contacto que fugia do Standart das mensagens do costume e lá combinámos mais uma mostra da mota para o outro dia, comigo francamente desanimado e sem grande paciência depois de uma proposta de compra de alguém que viria do Porto nesse sábado e acabou por desistir, e de outra pessoa que veio ver e ao qual como vendedor honesto após experimentar a mota fui obrigado a dizer que não era o que procurava e indiquei para poupar o dinheiro para comprar algo de maior cilindrada.

O Domingo chegou, e com ele o contacto de Sábado chegou, em família que vieram ver a Maria Francisca.

Vieram, gostaram, simpáticos, e talvez o único interessado que não começou logo a perguntar quanto é que lhe fazia no mínimo estava interessado e fechámos negócio. Tão atípico, que foi mesmo o que não tinha falado sequer no preço comigo ao telefone, algo que descobri quando lhe comuniquei o que pretendia vs o que estava no anúncio.

E assim lá combinámos a transferência de propriedade na quarta-feira e lá foi ela depois de consumado o dito ato.

E venha a próxima… Até sempre minha M.F. – é com tristeza que chego às garagem e não te vejo hoje em dia.

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