Mais um rato

Tinha prometido a mim próprio que desde o último, seria mesmo o último rato que compraria da Microsoft: caros, e este último com uma qualidade duvidosa, e que nem suporte consegui para o mesmo face aos problemas que encontrei. Nem por telefone, nem pelas páginas, nem pelo Facebook dos mesmos, não consegui arranjar um único sitio para me queixar do referido, e após várias transferências entre linhas, a paciência acabou.

O rato destinava-se a utilização diária profissional, e era um Microsoft Mouse 4000 (que substituiu algo que comprei antes da HP e não funcionava).

Não era o primeiro que comprava da Microsoft, mas fiquei particularmente desiludido com ele: por um preço que rondou os 40 euros, passado nem quase seis meses a borracha da scroll wheel começou a esfarelar-se toda, tendo encravado o mecanismo.

Após alguma pesquisa, percebi via comentários da Amazon, que era uma situação comum: a solução que muitos encontraram foi simplesmente remover toda a borracha, ficando apenas a roda em plástico, mais baixa, mas funcional.  Posteriormente ainda antes dos dois anos de término da garantia foi as borrachas de lado – já tinham um aspeto gasto do uso diário, mas começaram a descolar do plástico dando um “touch” muito miserável. Mas o rato lá foi sobrevivendo e cumprindo a sua função nestes pouco mais de dois anos diáriamente. No outro dia um pequeno acidente fez o laptop cair, tendo o seu sensor servido de amortecedor à queda na alcatifa….. e lá terminou a sua vida – o sensor ficou rachado ao meio, e como é wireless nunca mais funcionou.

Não é de facto o meu primeiro: já antes para esta função tinha comprado um Microsoft Mouse 3400, bonito e funcional, que no entanto para o uso diário me veio a mostrar ser desconfortável, dado que era demasiado pequeno.

Efetivamente veio a revelar-se um bom companheiro para o meu Surface Pro 3, que ainda hoje me acompanha em casa. Dotado de uma mobilidade extrema é perfeito para estas funções – o Surface Mouse ainda esteve equacionado, mas nunca o comprei, e o 3400 mostrou-se adequado à tarefa.

Tive ainda outros produtos, sendo os que mais me recordo são um outro caricato objeto – um combo Wireless Desktop 700 que tinha um layout de teclado particularmente curioso, e um também um Lumia 640, que ainda hoje funciona e guarda em si a última versão do Windows Phone entretanto abandonado, e ainda alguns devices com Windows CE – sim porque antes de Androids e iPhones já haviam smartphones.

Assim, hoje dado que o Mouse 4000 entregou a alma ao criador, equacionei a sua subsituição: andava tentado com o um Logitech MX Anywhere 2s, mas deixei passar a promoção da Amazon, e fora dela estão estupidamente caros.

Assim hoje ali na Fnac apanhei um outro objeto curioso: o Microsoft Sculptur Confort Mouse, em versão Bluetooth que me agradou ao toque (sou demasiado picuinhas com teclados e ratos – não estou já tão esquisito – dantes comprava montes de teclados e ratos porque nao me adaptava ao sitio de uma tecla, ou não gostava do toque), e assim lá adquiri este….

Com umas boas reviews na Amazon, um preço aceitável para um rato bluetooth no comércio de retalho local, materiais agradáveis fizeram-me escolher este, e assim me liberta uma porta usb do portátil.

Claro que não é recarregável, nem aparentemente suporta vários perfis de computadores emparelhados, mas parece um bom dispositivo.

Vamos ver se não me arrependo, e volto a achar que os periféricos da Microsoft são de facto bem desenhados e duráveis.

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