Estrada Nacional 2 – Uma viagem por Portugal – Dia 1

Na sequência do post anterior, assim continuámos com saída de Almada pela manhã de Sexta dia 2 de Agosto, com chegada a Chaves à Residencial São Neutel onde imaginava que só iria querer um banho quente e uma cama para dormir – na realidade não foi assim mas já lá vamos mais para o final do post .

A saída ocorreu sem grandes demoras, alguma bagagem na maioria roupa, algum dinheiro para os imprevistos (não ando com dinheiro habitualmente – só cartões), telemóvel do dia a dia, telemóvel do GPS com dados “full loaded”, uma garrafa de água e pouco mais. As malas laterais da NC viram neste dia a sua primeira grande utilização (nunca tinham sido usadas na mota, e só andaram nela em Nov. 2018 do stand até casa). Coube tudo, sem espinhas!

A primeira paragem ocorreu a meio do Eixo Norte Sul para o primeiro atestar de depósito – com uma autonomia de 300KM, seriam certamente precisos dois depósitos para toda a viagem a efectuar no primeiro dia. Seguiu-se uma paragem na Arruda dos Vinhos para uma visita à avozinha que estava no lar – seria efectivamente o primeiro ano que não passaríamos o aniversário juntos desde que me lembro (e infelizmente foi mesmo o último dado que a minha avó acabou por falecer algumas semanas mais tarde).

Após isto vinha o almoço, e já tinha mais ou menos agendado as coisas para uma paragem para almoço na minha Santarém – o local seria o Pingo Doce.

Tinha prometido a mim mesmo uma refeição light para a viagem, dado que até fazer uma espécie de “dieta” era algo que estava nos planos. O orçamento para a viagem estava definido +- e as opções de refeição em similares ao Pingo Doce eram uma ideia, tendo aqui um belo de um salmão grelhado sido a opção.

Findo o almoço seguiu-se uma rápida passagem pela Escola Secundária Sá da Bandeira, o antigo Liceu para uma visita rápida, uma foto dado que as cores do edíficio estavam mesmo convidativas a tal e preparar para a parte “exaustiva” da viagem.

Hora de partir, deixar Santarém lá no alto, e seguir viagem para Norte.

A viagem prosseguiu sem grandes peripécias ou destaques; viagem pela Auto Estrada A1, a uma velocidade moderada, com algumas paragens. A primeira foi na área de serviço de Pombal, após cerca de 100KM. Decidi parar para atestar o depósito e beber alguma água, que apesar de não estar calor, é algo que convêm sempre.

A curiosidade foi reparar que a água muito XPTO que a Débora me tinha dado para trazer, era captada numa nascente em Ulme, terra ao lado do Chouto no concelho da Chamusca.

Uma paragem calma, na qual estavam alguns estrangeiros também a relaxar de uma viagem que seria certamente longa. Tudo longe dos espaços das áreas de serviço pejados de turistas, emigrantes e sei lá que mais que populam estes sítios com preços estupidamente caros.

Continuando a viagem pela A1, saí posteriormente para o IP3 tendo parado no mítico bar 21 perto de Penacova, um sítio com uma vista que não deixa de me surpreender, e é sempre um ponto de paragem nas viagens a Viseu – não foi excepção neste primeiro dia da viagem, e após 122 kM lá parámos mais uma vez.

De volta à estrada, mais uma viagem – observar a paisagem, agora já com mais elementos e uma atenção redobrada foi assim durante mais aproximadamente 127KM que culminaram numa paragem na BP de Vidago para um cafézinho e um folhado para o lanche, bem merecido dado que eram 17 horas, quase mais perto das 18.

O primeiro episódio caricato da viagem apareceu aqui: todos sabemos que o espírito motard não têm idade, e um senhor já mais velhote, com algumas dificuldades de mobilidade após atestar e ao parar junto a mim ia caindo ao desmontar. Valeu o empregado da bomba que lhe agarrou a mota, eu que acabei por sair para o lado pelo meio dos pinos para facilitar a manobra do colega – intrigado, pensei se aquela pessoa iria fazer eventualmente o mesmo trajecto que eu, e apesar de louvável o espírito de vontade, pensei para mim os riscos que aquela pessoa iria correr para o conseguir fazer – verdade é que não soube nada se isso iria ou não ser consumado. A minha interacção com aquele companheiro terminou ali.

Alguns minutos depois chegaria finalmente a Chaves, eram sensivelmente umas 18.15 – tinha saído de Almada sensivelmente pelas 10h, e andei por “aí” na estrada sensivelmente umas oito horas entre paragens almoços, vistas e revistas. Tal como previra estava extremamente cansado, e só me apetecia um banho. O GPS rapididamente me conduziu ao meu primeiro loca de dormida – A residencial São Neutel – uma simpática residencial que tinha escolhido no Booking.com e que obedecia aos meus critérios: não ser muito cara, ter quarto individual com casa de banho, pequeno almoço incluído e garagem para guardar a mota. Não desiludiu, para os 25€ pedidos – empregados simpáticos, check-in rápido, em conjunto com um casal de motard Holandês que vinham em duas KTM’s. Explicações sobre o funcionamento, pequeno almoço e parque, e lá vou eu para o quarto tomar um belo de um banho. Os 500 KM pesavam no corpinho.

Mais fresquinho, com o belo do banho demorado tomado, e-mails e telefonemas em dia decidi descer e perguntar ao empregado acerca de recomendações para comer, se existiam bombas de combustível ali perto e lá acabei por ir à descoberta acerca da localização do marco do KM 0 da N2.

Mais um atesto feito de forma a preparar a moto para o dia seguinte, e especialmente porque tinha entrado na reserva quando entrei em Chaves, numa Galp ali perto, seleccionada criteriosamente para responder às campanhas dos cupões da Galp do Continente e ao cartão Galp Moto da Galp que foram um dos “patrocinadores” da viagem em termos de “descontos” no combustível foi hora de regressar ao hotel.

Ainda ocorreu uma busca por um local interessante para uma refeição, mas dado a hora – 20:30 – e o cansaço, confesso que após estacionar a moto na garagem fiquei mesmo em frente ao Hotel na restaurante em frente que anunciava um frango grelhado. E lá fui em em busca de um churrasco, algo que não havia – tinha sido só ao almoço. Mas o calor, e o cansaço levaram-me a pedir uma cerveja e um bife à casa ficando na esplanada na rua a apreciar a passagem dos carros e das pessoas – qual velhote na aldeia a ver quem passa.

O belo do bife lá veio, e simpáticamente o dono veio-me perguntar se precisava de algo mais, ao que pedi uma salada – que não constava aparentemente no “menu” – e mais uma imperial que o calor era muito.

Após o repasto , a noite caiu e lá decidi voltar para o Hotel, ou Residencial, ou lá qual fosse a designação : seria o meu porto de abrigo dessa noite. Mais uma revisão de fundo do dia, uma rápida passagem pelo SmartPhone para rever o trajeto e hospedaria da próxima noite no fresco da esplanada do Hotel apreciando o silêncio e a aragem da noite e hora de rumar aos aposentos – a cama fofa esperava por mim, após 500Km de viagem. Recordo-me de pensar que tinha sido uma excelente decisão optar por ficar nesta residencial em vez de fazer campismo.

Boa noite!

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